Equipe de ORL do HCFMUSP inicia a adaptação de próteses auditivas à distância com a equipe do HCFMUFPR
09/04/2010
Testes foram feitos em aparelhos auditivos à distância e o resultado foi positivo, permitindo que, em pouco tempo, possamos realizar o mesmo tipo de serviço junto a outras universidades brasileiras


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Inovando mais uma vez, a equipe de Otorrinolaringologia do HC-FMUSP, chefiada pelo Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento, iniciou, no final de março, mais um trabalho inédito no Brasil. Desta vez, foi à adaptação de próteses auditivas à distância com a Teleaudiologia adentrando na normalização da portaria de políticas públicas no Brasil.

“É um trabalho inédito, que foi testada com a equipe de ORL do HC-FMUPR, e já foi aprovado. Testes foram feitos em aparelhos auditivos à distância e o resultado foi positivo, permitindo que, em pouco tempo, possamos realizar o mesmo tipo de serviço junto a outras universidades brasileiras”, disse Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento.

Com a equipe paulista composta por Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento, Dr. Silvio Penteado, Gisele Munhões Ferrari e Iuri Prando sendo que no HC-FMUPR estavam presentes os fonoaudiólogos Rafael Soar e Mariele Benato. Os testes surgiram da necessidade de expandir os serviços credenciados das Redes Estaduais de Atenção à Saúde Auditiva, uma portaria que normalizou a organização e implantação prestada por ela. “O Brasil possui dimensões continentais e há a necessidade de descentralizar tais serviços, de modo a aumentar o acesso de deficientes auditivos às próteses auditivas e de diminuir os custos de tratamento fora do domicílio. A Teleaudiologoia pode ajudar através da adaptação à distância de aparelhos de amplificação sonora individual (AASI)”, disse Silvio Penteado.

A Unidade Especializada (EU) ficou em São Paulo e a Unidade Remota (UR) em Curitiba. Foram utilizados dois notebooks, sendo que na UE uma fonoaudióloga foi responsável em acessar o notebook da UR, esta última com dois fonoaudiólogos. Na UR foi deslocado um técnico que levou um notebook, um programador padrão e dois AASI, modelo Florianópolis, com o programa de adaptação instalado (adaptEASY), produtos desenvolvidos pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo”, conta Silvio.

Interatividade e resultados

Antes do início dos trabalhos foi realizada uma videoconferência para que fossem destacados os pontos relevantes deste projeto experimental, além das apresentações entre as duas equipes. Depois, manteve-se apenas o áudio para realização do treinamento inicial do adaptEASY, como o objetivo de mostrar a estrutura do software de adaptação. Após a conexão do Florianópolis os fonoaudiólogos de Curitiba utilizaram estetoscópios individuais para qualificar subjetivamente o som. Além dos recursos básicos de amplificação, foram introduzidos no modelo Florianópolis os recursos avançados como o gerador de som para tratamento de zumbido – combinado com a amplificação seletiva, ou apenas gerador –, redutor de ruído, gerenciador de microfonia e “datalogging”.

“Os fonoaudiólogos de Curitiba compreenderam plenamente os recursos do Florianópolis e sugeriram, junto à fonoaudióloga de São Paulo, aspectos importantes tanto do adaptEASY quanto do aparelho, passando sugestões para a melhoria destes produtos. Esse treinamento remoto possibilitou à equipe de Curitiba receber um Certificado de Treinamento do adaptEASY”, comentou Silvio.

“Esse trabalho demonstrou que, com recursos mínimos de software e hardware, a utilizar um AASI especialmente desenvolvido para a implementação de políticas públicas no Brasil, é possível a realização de serviços de treinamento e de simulação de adaptação à distância. Apesar dos 400 km que separam São Paulo de Curitiba, e a julgar pelos resultados, acreditamos que poderemos alcançar distâncias maiores com eficácia semelhante. Um passo importante, sem dúvida, no sentido de descentralizar os serviços de atenção à política da Saúde Auditiva no Brasil”, finalizou Prof. Ricardo Ferreira Bento.


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